Da configuração do layout às cores, tudo que faz parte dos espaços físicos impacta nossas sensações, emoções e comportamentos. É nesse ponto que a neurociência e a arquitetura se encontram, sobretudo quando o assunto é saúde. Cada vez mais, a neuroarquitetura é aplicada à área hospitalar com o objetivo principal de promover o bem-estar e a qualidade de vida.
A neuroarquitetura pode influenciar a estrutura hospitalar como um todo, abrangendo aspectos como iluminação, design, mobiliário, paleta de cores, elementos associados ao conforto térmico, acústico e estético, entre outros pontos. Mas para que o projeto alcance os resultados desejados, é imprescindível compreender:
- o perfil do público que frequenta o local (como médicos, enfermeiros, recepcionistas, pacientes e visitantes);
- os estímulos e as sensações a serem promovidos;
- a função principal de cada ambiente.
Hospitais são locais que possuem espaços muito distintos, e isso precisa ser considerado durante o desenvolvimento do projeto. Por exemplo, estímulos adequados para uma área de espera infantil não são os mesmos desejados para o centro cirúrgico. É preciso, portanto, entender o propósito de cada ambiente e equilibrar os elementos aplicados ao espaço de acordo com as funções prioritárias.
Considerando os aspectos centrais da neuroarquitetura aplicada ao ambiente hospitalar, destacamos cinco pontos centrais para a aplicação prática desse conceito:
- organização;
- tecnologia;
- humanização e conforto;
- biofilia;
- funcionalidade.
Esses cinco pontos devem ser trabalhados em conjunto no projeto, mas, antes, vale a pena conhecer em detalhes cada um deles. Confira!
Organização
A organização é indispensável aos projetos de neuroarquitetura, e é muito fácil entender por quê. Quando você chega a um ambiente desorganizado, a sensação é a de confusão, estresse e até mesmo de desorientação. O que se busca em um ambiente hospitalar é justamente o contrário. Um ambiente organizado deve ser bem planejado desde a definição de seu layout até a disposição de móveis e objetos.
Para o layout, a ideia é que, ao chegar ao local, qualquer pessoa consiga entender onde está e por onde deve seguir para cumprir seus objetivos. Dessa forma, elimina-se a confusão inicial e o fluxo desordenado.
Em relação ao mobiliário, as escolhas devem ser adequadas ao ambiente, evitando-se móveis de tamanho incompatível com o espaço, em quantidade excessiva ou que fiquem dispostos de forma desorganizada.
Quanto aos objetos, é interessante prever no projeto áreas que beneficiem a organização, como prateleiras, armários, gavetas e nichos, que podem ser destinados tanto aos funcionários quanto aos pacientes, dependendo do espaço.
Buscar inspiração no minimalismo pode favorecer alguns aspectos do projeto relacionados à organização. Além disso, vale sempre destacar que o fluxo desordenado de pessoas também pode transmitir sensação de desorganização. Por isso, é essencial criar áreas compatíveis com as necessidades de cada ambiente e facilitar a circulação — as portas automáticas são excelentes opções para isso.
Tecnologia
Os elementos tecnológicos entram nos projetos de neuroarquitetura em diferentes pontos e para atender objetivos específicos. Na prática, funcionam como facilitadores do dia a dia. A automação, por exemplo, é essencial aos ambientes hospitalares e tem sido muito adotada para evitar o contato com superfícies — é o caso das torneiras, luzes e portas que funcionam de forma automática, dispensando o manuseio.
Ambientes hospitalares devem acompanhar o desenvolvimento de tecnologias e inovações que sejam aplicadas aos processos internos, que possam ser incorporadas aos procedimentos de diagnóstico e tratamento ou que entreguem valor aos pacientes e visitantes. No cenário atual, é válido considerar até mesmo a expansão da telemedicina, prevendo espaços em que os atendimentos remotos possam ser realizados.
Humanização e conforto
A neuroarquitetura tem tudo a ver com a humanização na área da saúde, pois pode contribuir muito para o melhor acolhimento das pessoas. Entender como o espaço pode ser projetado para entregar a melhor experiência sensorial é o grande desafio, pois isso vai depender muito das intenções e funções previstas para cada ambiente.
Em geral, cores claras, de tons pasteis ou com paletas mais naturais, favorecem a sensação de bem-estar e de tranquilidade. Porém, ambientes de descontração ou mesmo áreas infantis podem explorar mais imagens e cores, sem quebrar a harmonia do projeto.
O conforto e a acessibilidade também se aplicam a qualquer ambiente na área da saúde. Vale refletir sobre quais são os mobiliários mais adequados para cada espaço, além de buscar mecanismos para atenuar ruídos, equilibrar sensações térmicas e possibilitar o amplo acesso, facilitando a circulação de todas as pessoas no local.
Em linha com a necessidade de maior humanização, ambientes na área da saúde estão atentos, ainda, ao conceito de hotelaria hospitalar, que prevê a prestação de serviços mais acolhedores, e, claro, isso também envolve a ambientação dos espaços.
Biofilia
O design biofílico, que busca fortalecer o contato com a natureza, é um dos grandes aliados da neuroarquitetura, pois a conexão com elementos naturais está vinculada ao bem-estar físico e mental. Assim, trabalhar formas, materiais, cores, texturas e iluminação, entre outros itens relacionados à natureza, é sempre muito positivo para projetos de arquitetura hospitalar.
Há muitas opções a serem consideradas em relação ao design biofílico, como jardins verticais em ambientes internos, iluminação natural, fontes de água, cores em tons naturais e a integração com espaços externos.
Funcionalidade
A função de cada ambiente precisa ser muito bem avaliada no projeto para que ele entregue a melhor experiência de acordo com o uso previsto para o ambiente. Esse é um ponto que determina uma série de escolhas, pois alguns elementos relacionados a percepção podem ser incluídos para estimular sensações e comportamentos.
Uma questão que não pode ser ignorada é a aplicação da neuroarquitetura como forma de favorecer o desempenho dos profissionais que atuam no ambiente hospitalar. Em determinados espaços, como em salas de exames e procedimentos, por exemplo, haverá necessidade de incluir uma iluminação que favoreça a atuação médica. É um propósito distinto de uma sala projetada para conversa com familiares ou pacientes sobre assuntos delicados, área que requer ambientação mais acolhedora.
Flexibilizar a configuração de alguns espaços, permitindo que se adaptem a diferentes necessidades de uso, é uma solução a ser considerada. Nesse sentido, o uso de portas automáticas pode valorizar o projeto e contribuir para entregar uma solução que seja adequada a diferentes ocasiões.
A neuroarquitetura aplicada ao ambiente hospitalar requer muita personalização para entregar as melhores experiências. Nesse processo, conte com parceiros que desenvolvem soluções customizadas, como a VipDoor, especialista em criar automatização sob medida para cada projeto.

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